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Derrota da direita acabou com onda de violência na Venezuela

11/10/2017

Assembleia Constituinte ampliou participação da classe trabalhadora

Escrito por: CUT Nacional


Enquanto no Brasil a classe trabalhadora é alvo de ataques a seus direitos por parte de um governo golpista considerado legítimo pela imprensa, na Venezuela, o Estado comandado por uma gestão eleita e chamada de ‘ditadora’ pela velha mídia amplia a participação da sociedade civil e dos trabalhadores para discutir saídas ao país.

Isso ocorreu por meio da realização de eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte em 30 de julho passado e que foi a principal razão para o fim das imagens de violência que eram reproduzidas por emissoras de vários países, inclusive do Brasil, segundo o deputado Raul Ordoñez, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores de Água Potável.

Ele foi um dos eleitos para compor a Constituinte num processo de escolha chamado voto setorial em que os venezuelanos escolhem, além de representantes por municípios, também representantes de suas categorias profissionais. Dos 545 escolhidos, 364 são definidos pelo voto territorial e outras 173 são do setor social.

Julio, Carmen, Raul e Vagner durante encontro na sede da CUT (Foto: Roberto Parizotti)O fim do terrorismo impulsionado pela direita opositora está diretamente ligado ao pleito, já que a oposição a Nicolá Maduro viu mais de 8 milhões de pessoas irem às urnas para escolher seus representantes, enquanto apostava no sucesso do boicote. Nenhum partido opositor quis participar da eleição.

“A Constituinte trouxe a paz, porque desde a sua eleição, a direita abandonou as ruas. A imprensa dizia que a culpa da violência era do governo, mas era a direita quem saia às ruas com coquetel molotov para provocar e agredir chavistas, chamado de ditador pela imprensa. Vamos lembrar que em 18 anos de chavismo houve 22 eleições e, inclusive, o governo perdeu duas (2007 e 2015) e reconheceu os resultado. Agora só resta a eles recorrerem à intervenção dos EUA, como vivem pedindo, porque na democracia perderam”, explica Raul.

Em visita à sede da CUT, o dirigente conversou o presidente nacional, Vagner Freitas, a vice, Carmen Foro, e o diretor executivo Júlio Turra. Ele explicou que os opositores vivem uma situação irônica já que boicotaram a constituinte, mas resolveram participar da eleição antecipada para governador convocada pela mesma assembleia.

“Umas das primeiras medidas foi antecipar eleições para governador de estado para 15 de outubro e oposição inteira se inscreveu. Diz que é uma fraude, mas participa?”, ironizou.

Raul Ordoñez lembra que no país onde todo cidadão anda com um exemplar da Constituição no bolso para evocar seus direitos, a participação da classe trabalhadora foi fundamental para construir a Lei Orgânica do Trabalho, promulgada em 2012, que estabelece estabilidade de emprego – só pode ser demitido por justa causa – e proibe a terceirização.

“De 2012 para cá, só no meu setor, 9 mil trabalhadores terceirizados foram absorvidos. E agora se discute como fica a Previdência, já que terceirizados não contribuíam. Mas sempre com um olhar social, sem massacrar o trabalhador”.

A economia, porém, continua a ser um grade desafio. O governo oferece uma cesta básica a toda família trabalhadora, que muitas vezes não é suficiente para o mês todo. Com a desvalorização do barril de petróleo, que caiu de 100 para 20 dólares, a economia sofreu um duro golpe e a hiperinflação, fantasma de qualquer nação, atingiu a casa dos 400%

Ainda assim, a aprovação a Maduro nos momentos de maior dificuldade, em que havia seca e consequente falta de energia elétrica, foi de 18%, muito acima dos atuais 6% do ilegítimo Michel Temer.

Com a vitória política interna que representa um duro golpe na direita, o desafio agora é conciliar a retomada da economia com a resistência externa. “As coisas estão mais calmas agora, mas precisamos de alternativas para evitar uma situação de empobrecimento do povo e cenas muito tristes como vi aqui no Brasil e de pessoas pegando comida do lixo. A grande ameaça, porém, é externa, de Trump e aliados do governo dos EUA, como Macri (presidente da Argentina) e Temer”, falou.

Os dirigentes da CUT presentes reafirmaram a Raul a solidariedade da maior central sindical do Brasil com a luta do povo da Venezuela por sua soberania contra qualquer sanção econômica ou ameaça de intervenção do governo de Trump e seus aliados na região.  

 

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