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Sindicalista americano participa de debate em Maceió

18/07/2013

Alan Benjamin diz que os Estados Unidos precisam urgentemente de um Partido dos Trabalhadores

Escrito por: Pablo Gomes

A Secretaria de Políticas Sociais da CUT-AL realizou, na última segunda-feira (15), o debate internacional “A Luta dos Trabalhadores contra as Guerras e os Ataques aos Direitos e Conquistas Sociais nos EUA e no Mundo”. O palestrante foi o norte-americano Alan Benjamin, que é dirigente da AFL CIO, Califórnia. O evento aconteceu no Auditório do Sindicato dos Urbanitários.

Benjamin falou para dezenas de sindicalistas, líderes de partidos e movimentos sociais que estiveram presentes ao debate sobre as consequências das guerras no Iraque e no Afeganistão e como isso têm afetado, sobretudo, os trabalhadores. “Os Estados Unidos têm uma política de guerra, destruição das nações”, afirmou o sindicalista.

Ele também lembrou que o Partido Democrata e o governo Obama não têm olhado para os trabalhadores e que as expectativas do povo americano em relação ao primeiro presidente negro da história dos EUA não foram alcançadas. “Obama não cumpriu o que prometeu. Esse governo persegue os Sindicatos como nunca na história dos EUA”, disse Benjamin. “Nem mesmo o governo Bush foi tão cruel com os trabalhadores. O direito à greve é quase proibido por lei”.

O dirigente da Central dos Trabalhadores dos EUA disse que, ao contrário do Brasil, os estadunidenses não têm um Partido dos Trabalhadores. “Precisamos de um partido político que represente os trabalhadores. Os partidos Democrata e Republicano representam os grandes empresários”. Segundo ele, há uma ilusão de que o Partido Democrata representa a classe trabalhadora, mas isso não é verdade. “Precisamos urgentemente da criação de um Partido dos Trabalhadores, que mudaria o cenário político e econômico internacional”, disse Benjamin.

Ele também falou da política imperialista dos EUA invadindo países e criando guerras. “A Argélia está sendo ameaçada pelos EUA. As guerras têm sido bastante prejudiciais para os trabalhadores. Em vez de investir no Serviço Público, em escolas, na saúde pública, o governo americano tem gastado uma fortuna com guerras sem sentido”.

“A presença de um sindicalista de um outro país é bom para expandir o debate sobre a luta dos trabalhadores, que não é apenas um problema do Brasil ou dos países pobres, mas também de países ricos como os EUA, onde o capitalismo tem tentado destruir a classe trabalhadora”, afirmou o secretário de Políticas Sociais da CUT Alagoas, Luiz Gomes.

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